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Artigos

  • Um grande brasileiro

    Tribuna de Petrópolis (RJ), em 03/09/2014

    Não foi propriamente uma surpresa quando o amigo José Pastore me comunicou a morte do empresário Antônio Ermírio de Moraes. Ele já se encontrava doente há tempos, mas sempre é um choque quando se está diante da triste realidade da perda de um grande brasileiro.

  • Um pleito democrático

    Tribuna de Petrópolis (RJ), em 28/08/2014

    Vivemos muitos anos de angústia com as dúvidas do Conselho Nacional de Assistência Social a propósito dos certificados de filantropia, que chamamos de Cebas. A pretextos variados, esse órgão do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem postergado a concessão dos certificados aos organismos vinculados ao sistema CIEE, de tantos e tão notórios serviços prestados aos jovens brasileiros. Para se ter ideia, em 2014, depois de 50 anos de frutíferas atividades, o Centro de Integração Empresa-Escola registra o atendimento a cerca de 13 milhões de estagiários, o que não deixa de ser um número altamente expressivo. Na verdade, um recorde.

  • A paz necessária

    Jornal do Commercio (RJ), em 22/08/2014

    Conheço o Estado de Israel de muitas visitas realizadas, a partir da primeira no ano de 1967.  Acompanhei de perto as atividades do Instituto Weizmann de Ciências, um dos grandes orgulhos da nação judaica.  Os seus feitos, em vários campos do conhecimento, servem de referência para a indústria internacional do conhecimento.  Diz-se até que a Jordânia, em termos reservados, é cliente do IWC sobretudo na compra de instrumentos de precisão.

  • O que há de errado em nossa educação

    Correio Braziliense, em 16/08/2014

    Com muito prazer, fui convidado pela diretoria da Gol Mobile para participar do 12º Festival Literário de Paraty, a famosa Flip. Tinha por obrigação falar na Casa Libre (Liga Brasileira de Editores) sobre educação e cultura, para uma plateia entusiasmada.

  • Quem atirou a primeira pedra?

    O Globo, em 14/08/2014

    O Brasil não é um país de tradição antissemita ou antissionista. Fatos isolados, aqui e ali, não podem caracterizar a quebra da nossa indiscutível índole democrática. É com essa perspectiva que se deve observar o caso das tristes ocorrências no Oriente Médio. Apesar da comentada desproporção de forças, Israel propôs seguidamente a manutenção da trégua ou um acordo permanente de paz, mas os integrantes do Hamas se opuseram energicamente. Eles impõem condições inaceitáveis para a segurança do Estado judeu, como a construção de portos e aeroportos, o que aumentaria a vulnerabilidade do país vizinho. Ou, mais claramente, os seus líderes proclamam que só haverá paz no Oriente Médio quando Israel for eliminado do mapa e os seus habitantes jogados no mar.

  • A perda de Suassuna

    Folha Dirigida (RJ), em 07/08/2014

    Ariano Vilar Suassuna nasceu em 1b de junho de 1927, em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, Paraíba, filho de Cássia Vilia Suassuna e João Suassuna, governador da Paraíba, cargo que deixou em 1928. Veio a Revolução de 30, c seu pai foi assassinado, no Rio de janeiro, por questões políticas. A família se instalou então em Taperoá, de 1933 a 1937, na cidade onde Ariano Suassuna iniciou sua vida nos bancos escolares, e travou os primeiros contatos com o teatro de mamulengos e com os desafios de viola, expressões artísticas que iriam marcar profundamente a sua obra.

  • A história do vocabulário

    Jornal do Commercio (RJ), em 01/08/2014

    Desde a gestão de Machado de Assis (1896 – 1908) começou-se a insistir, pela palavra do próprio patrono da ABL, na criação do “dicionário etimológico”, a ser futuramente produzido pela Academia. O assunto Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa sempre esteve presente nas discussões da ABL, dada a sua relevância.

  • Viva João Ubaldo!

    A Gazeta (ES), em 26/07/2014

    Em pouco tempo, a Academia Brasileira de Letras sofreu três perdas irreparáveis: Luiz Paulo Horta, Ivan Junqueira e João Ubaldo Ribeiro. Notáveis escritores e jornalistas, abriram um enorme desfalque na Casa de Machado de Assis. João Ubaldo nos deixou aos 73 anos de idade, vítima de uma traiçoeira embolia pulmonar. Espírito alegre, primoroso contador de "causos", foi autor de dois livros considerados entre os 100 melhores romances do século passado: "Sargento Getúlio", de 1971, e "Viva o Povo Brasileiro", de 1984.

  • A visão heróica de Chopin

    Jornal do Commercio (RJ), em 18/07/2014

    Sempre mantive no meu espírito as ressonâncias da obra do pianista polonês Fréderic Chopin. Com a morte prematura do escritor Luiz Paulo Horta, que foi crítico musical de O Globo, o sentimento de apreço pelo autor da “Heróica” tornou-se mais forte. Horta mantinha no mesmo plano sua admiração, também como pianista, por Bach, Bethoven, Brams, Liszt e Chopin. Uma vez, em sua casa, desafiei-o a tocar uma polonaise – e ele o fez de modo brilhante.                             

  • Ivan Junqueira e a poesia moderna

    Jornal do Commercio (RJ), em 11/07/2014

    Poeta, tradutor e crítico, posso  asseverar que Ivan Junqueira, falecido aos 79 anos de idade, fará muita falta à Academia Brasileira de Letras.  Não só pela qualidade da sua produção literária, mas também pela preciosa característica da Casa de Machado de Assis, que é do convívio pleno.

  • O prejuízo do Enem

    Jornal do Commercio (RJ), em 04/07/2014

    Criado há 15 anos, o Exame Nacional de Ensino Médio consolidou-se como um dos índices de avaliação da educação brasileira e principal meio de acesso às universidades públicas do Brasil. Atualmente, apenas duas das 10 principais instituições federais ainda não adotaram a prova para ingresso por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – situação que, seguindo a tendência atual, deve atingir 100% de adesão nos próximos anos.                                 

  • O selo do cinquentenário

    Jornal do Commércio (RJ), em 23/05/2014

    Desde garoto, estimulado pelos irmãos mais velhos, aprendi a admirar os Correios(ECT).  Eles achavam que colecionar selos era uma forma  de aprender mais depressa geografia, conhecer países com nomes  estranhos, e certamente história, principalmente a brasileira, em virtude do grande número de vultos homenageados a cada ano.                                       

  • O acordo e a corda

    O Globo, em 27/12/2013

    Embora parecesse pacífica a implementação do Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa, na sua versão de 1990, a comunidade lusófona reagiu de maneira diferente. O Brasil aderiu com entusiasmo a essa ideia de simplificação. A partir de 2013 todos os seus instrumentos de comunicação, como jornais, revistas, livros e emissoras de rádio e televisão obedecerão aos ditames do Acordo, sacramentado pelo expresidente Lula, em 2008, numa simpática cerimônia, simbolicamente realizada na sede da Academia Brasileira de Letras.

  • A questão não é só salário

    Jornal do Commercio - RJ, em 27/12/2013

    Estamos todos em busca da excelência. É um ojetivo comum. Quando reparamos nas peripécias das correções das provas do Enem, por exemplo, ficamos um pouco assustados. Estaríamos chegando próximos ao estágio em que o escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez (prêmio Nobel de Literatura) pediu para aposentar a gramática? Segundo ele, “é o terror dos seres humanos desde o berço”. Não é exatamente a nossa opinião, mas devemos ter maiores cuidados com as avaliações em curso.

  • A Feira de Búzios

    Jornal do Commercio - PE, em 21/12/2013

    O meu querido amigo Zuenir Ventura gabou-se em O Globo de ter participado ultimamente de quatro festivais do livro. Destacou entre eles o FLIN (Festival do Livro de Natal), em que também estivemos, percorrendo as mesas que exibiram autores do Brasil, de Portugal e da África da Língua Portuguesa (foi uma delícia o debate sobre gastronomia). Mais de 60 escritores e um show incrível de Caetano Veloso. O que gostaria de destacar foi a decisiva contribuição do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.