Portuguese English French German Italian Russian Spanish
Início > Artigos

Artigos

  • Data venia

    Jornal do Commercio (RJ), em 04/12/2008

    Reclamação geral: não se suporta certo tipo de linguagem, como o economês (“valor agregado”, por exemplo). O internetês é também intolerável (“bj”, “tb” etc.). Sem falar na mais antiga de todas, a do juridiquês, consagrada, data venia, nos pareceres e nas sentenças de todos os graus da Justiça.

  • Mulheres e cavalos

    Jornal do Commercio (RJ), em 02/12/2008

    Acácio, o conselheiro, poderia dizer que o avião é necessário para se vencer longas distâncias. Incorporando o espírito de porco do personagem de Eça, eu diria que é perigoso também. Não pela hipótese de um acidente. Entendidos garantem que é o meio de transporte mais seguro do mundo.

  • Respeito aos Direitos Humanos

    Jornal do Commercio (RJ), em 01/12/2008

    É indiscutível que a filosofia ocidental tenha se inspirado, nos seus primórdios, no pensamento dos grandes filósofos gregos. O melhor resultado do convívio das pessoas deu origem a um sistema, chamado democracia (do grego demos = povo e kratos = autoridade), do qual até hoje nos beneficiamos, na busca pretendida do bem comum.

  • O futuro na geladeira

    Folha de S. Paulo (SP), em 01/12/2008

    Um dia ela ainda ingressaria no curso de administração, um dia brindaria a seu futuro; era só questão de esperar.

  • A era do Ego

    Zero Hora (RS), em 30/11/2008

    A historinha tem origem desconhecida, mas vale a pena contar.Um escritor, vaidoso como costumam ser alguns escritores, está conversando com um amigo. Fala non-stop sobre seu tema preferido: ele próprio.Fala, fala, até que de repente dá-se conta de que aquilo não é justo.– Só falamos de mim – diz – vamos falar um pouco de você.E pergunta:– O que você acha da minha obra?

  • Velhotes municipais

    O Globo (RJ), em 30/11/2008

    Como se sabe, ter uma bela qualidade de vida na velhice depende fundamentalmente de se ter uma péssima qualidade de vida na juventude e na maturidade. Nenhum relacionamento com comida, por exemplo, pode ser prazeroso e livre, mas fiscalizado com desconfiança.

  • A revolta da natureza

    Folha de S. Paulo (SP), em 28/11/2008

    O homem, para lembrar uma velha expressão de Lévi-Strauss, é o maior vilão da natureza. Ele a modifica, degrada, abusa e chega a criar a perspectiva de destruir a própria vida com as armas nucleares e o aquecimento global, em nome do progresso que parece caminhar para o suicídio.

  • Obama, nem erros nem surpresas

    Jornal do Brasil (RJ), em 26/11/2008

    Neste período da transição, Obama só faz confirmar a melhor expectativa quanto ao ineditismo da sua Presidência. Não é só o sentido nitidamente colegiado das decisões quanto à futura máquina de governo, mas, sobretudo, a garantia dos muitos saltos adiante que a sua investidura traz às práticas da mera rotação de um sistema entre democratas e republicanos em Washington. É como se este arranco de fundo, do melhor da democracia americana, não parasse no aponte do eleito mas fosse mais longe nesta correção de fundo da vontade geral, que no último meio-século passou à estrita variação de um mesmo sistema, no exercício das decisões do Salão Oval.

  • Quando nasce a democracia

    Jornal do Brasil (RJ), em 23/11/2008

    É indiscutível que a filosofia ocidental tenha se inspirado, nos seus primórdios, no pensamento dos grandes filósofos gregos. O melhor resultado do convívio das pessoas deu origem a um sistema, chamado democracia (do grego demos = povo e kratos = autoridade), do qual até hoje nos beneficiamos, na busca pretendida do bem comum.

  • Tempo em três tempos

    Folha de S. Paulo (SP), em 23/11/2008

    RIO DE JANEIRO - “Eu sei o que é o tempo. Mas se me pedirem para dizer o que é o tempo, não saberei dizê-lo”. A citação (de memória) é de Santo Agostinho, um dos pensadores mais admirados e citados a partir da segunda metade do século 20. Gênio em todos os sentidos, na vida e na obra.

  • “Os Irmãos Karamabloch”

    Folha de S. Paulo (SP), em 21/11/2008

    FAMÍLIA DE 17 PESSOAS chegou ao Rio de Janeiro em 1922, na terceira classe do “Re d’Italia”. Eram ucranianos, genericamente russos, mas, sobretudo, judeus. O patriarca, Joseph Bloch, tivera uma gráfica em Kiev, chegara a imprimir o dinheiro do efêmero governo de Kerenski. Decidira tentar inicialmente os Estados Unidos, mas a cota de imigrantes para aquele país estava fechada, a alternativa foi vir para o Brasil.

  • Livrai-nos do Katrina

    Jornal do Brasil (RJ), em 21/11/2008

    O Grupo dos 20 apareceu na crise da Ásia do final dos anos 90, quando Malásia, Coréia, Tailândia, Hong-Kong e Japão entraram numa crise de liquidez e mergulharam numa recessão. Tivemos, também, as crises da Rússia, da Argentina, Brasil e outros países, onde quase fomos ao default. Com a globalização, nada deixou de ser global, principalmente a área financeira.

  • A culpa dos mensageiros

    Jornal do Commercio (RJ), em 20/11/2008

    Houve época em que os reis mais chegados à tirania mandavam cortar a língua dos mensageiros que traziam más notícias para o reino. Era um processo que julgavam eficaz para cortar o mal pela raiz.

  • A hipoteca social

    Folha de S. Paulo (SP), em 18/11/2008

    RIO DE JANEIRO - No recente encontro de Lula com Bento XVI, no Vaticano, o presidente brasileiro sugeriu que o Papa, em suas mensagens públicas, fizesse algum comentário referente à crise econômica e financeira que o mundo atravessa. Ignoro o que Bento XVI respondeu. É possível que tenha agradecido a sugestão, dado o caráter cordial e protocolar da visita.