[1] Previsões Falhas
[2]Os chineses, que são descendentes de uma cultura milenar, são hábeis em criar provérbios. Têm um de que gosto muito, este: "Não devemos fazer previsões, principalmente sobre o futuro".
[1] Os chineses, que são descendentes de uma cultura milenar, são hábeis em criar provérbios. Têm um de que gosto muito, este: "Não devemos fazer previsões, principalmente sobre o futuro".
[3] O meu convívio com Mário Mendonça nasceu nas sessões do Conselho Cultural da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Presença sempre constante, nas reuniões presididas por Sérgio Pereira da Silva, Mário defendeu durante muito tempo a necessidade de se construir, no Rio, um Museu de Arte Sacra. Se não pudesse ser semelhante ao da Bahia, que pelo menos tivesse o espaço e a visibilidade necessários para abrigar milhares de preciosidades, algumas das quais colocadas em risco por motivo de segurança precária.
[5] Transcrevi ontem uma crônica de 1994 a propósito de um crime na tesouraria da CUT, abafado pela mídia, que, na época, era compactamente petista. Na mesma ocasião, publiquei outra crônica que provocou cartas de leitores pedindo minha cabeça -não me consideravam digno de escrever naquele espaço. Repetirei hoje a crônica do dia 26 de janeiro de 1994.
[7] Sei que está bastante fora de voga faz algum tempo, mas sou dos que acreditam que, se fizemos uma promessa, devemos procurar cumpri-la. Quem teve o estoicismo, ou que outra razão atraia algum leitor, para ler esta coluna na semana passada deve recordar que prometi descrever o que esperava, com toda a honestidade, ser uma tarde empolgante, jogando alpiste para as rolinhas da Rua Dias Ferreira, aqui no Leblon. Tenho pouquíssima experiência no assunto, mas, depois de décadas numa profissão em que saber observar é indispensável, não vou dizer que sou bom repórter, não sou nem repórter mediano, mas conheço uns dois macetes operosamente aprendidos ao longo do tempo, peruando o trabalho dos craques e fazendo perguntinhas importunas.
[9] O que é a sabedoria?
[5] Em janeiro de 1994, o sindicalista Cruz Filho, que trabalhava na tesouraria da CUT, foi assassinado por um companheiro de partido. No dia 13 daquele mês e ano, escrevi, neste mesmo espaço, uma crônica que considero atual.
[12] É deveras deplorável a eclosão da maior crise ética de nossa vida democrática, como a que ainda estamos vivendo, para se tornar a falar em reforma política.
[14] Todo o estardalhaço da aparição de Severino no cenário nacional cria cenários surpreendentes para o desfecho do segundo tempo de Lula. Confunde os próprios equívocos, entrega as gafes para os tentos do governo, assume os desacertos para piorá-los e atravessa bodes expiatórios no caminho do sistema. E, embalde, atinge Lula, blindado no seu trato de graças e apoios populares. Nenhum anticlímax o fere fundo nesta perseverança do apoio do Brasil de fundo. Abalos, se os há de raspão, nada têm de comum com a crise das CPIs, ou com a tentativa de roubar do Planalto a ribalta por este exorcismo de todos os flagelos em que se transformou o terceiro poder da República. É exatamente o Lula que repete o óbvio, o que se mantém a todo pano, e sabe fazê-lo, tal como conhece cada dobra do ouvido popular.
[16] Voltei ao Brasil e minha sensação foi a de quem chegou em casa e nada funciona. É como se, de repente, uma pane geral desligasse a geladeira, a máquina de lavar, a televisão, o DVD e até o fogão. Nem candeias estavam disponíveis.
[1] Fui professor nas faculdades de Engenharia, Comunicação e Economia da FAAP durante dez anos. Indicado pelo professor Miguel Reale, então vice-presidente da Fundação, presidida pela sra. Lúcia Pinto de Souza. Iniciei minhas aulas depois de aprovado pelo Conselho Federal de Educação, em princípio de 1967, e deixei o magistério em 1976.
[1] Saudoso amigo, o senador Alexandre Marcondes Filho me disse, mais de uma vez, que a CLT, como uma lei social para disciplinar o trabalho e garantir a tranqüilidade do trabalhador, deveria ser revista de tempos em tempos, isto é, atualizada.
[14] O desenrolar dos últimos dias, com a saída de José Dirceu e o novo desempenho que se talhou Roberto Jefferson, aponta, talvez, a uma quebra, no desfecho de sempre e sua receita, na ópera bufa das CPIs brasileiras. Dirceu veio à planície, mais que para aparar a estocada contra o Presidente, no empenho da volta às bases, para o fortalecimento de sua iniciativa política à vista do segundo mandato. Não saiu para o escanteio, nem como o perigo daninho, como se a sobrevivência do governo entrasse na contagem regressiva dos puros entre os dedos do sistema. A manifestação maciça de apoio ao ex-chefe da Casa Civil deu um teor todo, o contrário da nostalgia, como se começasse a arregimentação política para o novo tempo do PT no Planalto.
[1] Os gregos criaram a palavra meteco , que é ou o estrangeiro desnacionalizado ou o estrangeiro que devasta terras de outro país. Sucintamente é esse o seu significado. Proponho-o para o Brasil.
[22] No movimento natural de uma literatura, atividade subordinada ao tempo como tudo o mais, temos de vez em quando a necessidade real de rever livros e reavaliar tendências. Romances da segunda metade do século passado, quando se exigia que as mudanças fossem claramente identificadas, precisam ser reeditados a fim de que os julgamentos de então passem também por nova análise.
[1] Conheci o saudoso Daher Cutait, professor de medicina e médico, coberto de louvores, no Rotary Club. Ficamos amigos e quando minha amada mulher foi internada no Hospital Sírio Libanês, do qual ele era diretor, nossa amizade estreitou-se, por ele visitá-la todas as manhãs.
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